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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Girassóis sem Sol


Os envernizados não precisam de luz pra viver ou brilhar.


Abelhinhas em alto relevo. 

sábado, 10 de março de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Aladdin

Lâmpada, lampião, lamparina, luminária, candeeiro,...
Aladdin Model B


O modelo é de 1933 e era do meu avô Sebastião, que eu nem cheguei a conhecer. Minha mãe disse que tia Dinha, a filha mais velha, saía da mercearia à noite com a lâmpada à querosene acesa e levava pra casa, quando ainda não tinha energia elétrica em Sítio Novo, onde moravam. Hoje é difícil imaginar uma cidade sem energia, mas consigo ver a luz daquele tempo no objeto que agora está restaurada por minha mãe.




A ocasião da reforma também serviu para descobrir uma curiosidade: a primeira cidade do Rio Grande do Norte a receber energia elétrica foi Santa Cruz. Não averiguei a veracidade da informação (bela jornalista!), mas a fonte é meu pai.
Pode confiar. rs

Antes e depois:

Meu detalhe preferido: as manchas de cinzas na parte de vidro. 
 

E, claro, ainda é possível encontrar essas lâmpadas à venda na internet. Achei umas no eBay, Mercado Livre e Ruby Lane.

Mas vintage que é vintage tem marcas conhecidas e histórias de família.

sábado, 9 de abril de 2011

Tamboretes

Não vi o "antes" desses bancos, mas pelo que consta foram comprados bem mal feitinhos. Segundo meu pai, ela passou uns três dias lixando, lixando, lixando pra poder arrumar assim. =P

Vão pra minha cozinha, em breve.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Almofada para Marília, de mar e ilha


Margarida é nome de flor, mas foi uma rosa que ela escolheu fazer. Um presente delicado e super fofo (literalmente) para uma amiga que ela nem conhece. 

Marília (Latché) começou sendo minha professora e acabou me ensinando muito mais que le français. Lembro da primeira lição extra-curricular... Durante um jantar muito agradável (inclusive ao paladar), na casa de um dos nossos colegas de turma, disse, erguendo um copo na altura do rosto, com uma naturalidade inerente a ela: 

- Ser feliz é tão simples. A gente não precisa de nada. Basta querer.

Mais tarde ela foi me deixar na casa das minhas tias e foi embora, deixando aquilo comigo até hoje. Fiquei pensando em ser feliz, com insitência e leveza.


Mais tarde ainda, com nossa convivência, ela me ensinou a liberdade que fala ser dos franceses, mas que ainda acredito ser mais dela que de qualquer cultura. Queira, faça, vá. Il faut se faire violence para tudo. O imperativo para ela é sempre uma sugestão, até na sala de aula. "Façam o exercício número 2 do Ecrir para a nota, ou não." Façam se quiserem. E se não quiserem ou não puderem fazer, não se sintam culpados. Vocês fizeram o que foi possível naquele momento.

Do amor e da fraternidade, como ela me falou... e com ainda mais liberdade. Porque ninguém é de ninguém. E essa individualidade que parece tão física, se expande dentro da cabeça de quem é dono de suas vontades. E todos somos. Resta saber. Ela me disse o que é a sociedade e como ela pesa na gente, assim como o que é a realidade individual, porque o que a gente sente é só nosso.



Que o amor acontece (e transborda em conversa ou poesia), que as relações sociais são só ideias, que não é preciso corresponder sempre às expectativas dos outros, que é preciso abrir as portas, tanto para o que vem, quanto para o que vai embora, Marriliá, m'a dit.

Ela me ensinou poesia sem rima, uma assim... de vida. É tanta coisa que nem cabe aqui. Falta espaço e pertinência para expor.
Talvez até ela nem tenha me ensinado tanto, mas me mostrou os caminhos do aprendizado, como a excelente professora que é, além de mestra na pedagogia da amizade.

Ao se despedir, às vezes ela usa uma expressão bem "da gente", potiguar. "Vou cuidar". Mas agora ela vai cuidar longe, longe. Vai cuidar dela, de Laurent, de Elisa e do bebê que espera.



Talvez volte em três meses, talvez não. E assim como minha mãe gosta dela antes de conhecê-la, já tenho saudades mesmo antes de ela partir, torcendo para que seja muito feliz en France.

E eu tô sempre aqui. Agora, toda marília...

"enchi os olhos de mar". Au revoir.